A maior dor de uma médica nunca foi competência. É a rotina que decide pela carreira. O plano ficou para depois da residência, depois do primeiro emprego, depois da clínica. E o depois virou vinte anos.

Comece pelo destino

Descreva, em uma frase, a sua semana ideal aos 45 anos. Quantos dias de consultório? Alguma atividade hospitalar? Ensino? Gestão? Essa frase é o filtro para todas as decisões seguintes.

As três perguntas

  1. O que na minha agenda de hoje não existe na semana ideal? Essas são as candidatas a sair primeiro.
  2. O que na semana ideal ainda não existe na minha agenda? Essas precisam de uma primeira versão pequena ainda este ano.
  3. Quem já vive a semana que eu quero? O caminho dessa pessoa mostra o que a sua carreira exige.

O erro mais caro não é escolher o caminho errado. É escolher um caminho sem saber o que se espera dele.

Cinco anos, não vinte

Um plano de cinco anos cabe em uma página: o destino, três mudanças por ano e o que cada mudança custa em horas e em renda. Revise a página a cada seis meses. É o único documento de carreira que a maioria das médicas nunca escreveu.