Sair do convênio não é uma decisão de coragem; é uma decisão de conta. Quem faz a conta antes atravessa a transição em oito a doze meses. Quem não faz volta ao convênio em seis.

Os quatro números

  • Custo fixo mensal do consultório, incluindo o seu pró-labore mínimo.
  • Ticket médio realista para a sua especialidade e a sua cidade, não o do colega famoso.
  • Taxa de retorno: quantos pacientes voltam em doze meses.
  • Capacidade: consultas por semana que você consegue atender bem.

O ponto de equilíbrio

Divida o custo fixo pelo ticket médio. O resultado é o número de consultas particulares por mês que sustenta o consultório. Compare com a sua capacidade. Se a conta pede mais de 70% da capacidade só para empatar, a transição precisa de uma etapa intermediária.

A transição em etapas

  1. Reduza um convênio por vez, começando pelo de menor repasse.
  2. Reserve os melhores horários da semana para o particular.
  3. Reinvista os primeiros meses em recepção e confirmação, não em marketing.

A agenda particular não cresce com anúncio. Cresce com retorno.

O prazo honesto

Entre oito e dezoito meses, dependendo da especialidade. Planeje a reserva financeira para esse período antes de cancelar o primeiro contrato.